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Kiesing Human Brands - Entrevista

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Tania Makiese Areias gere a agência Kiesing Human Brands. Com apenas 42 anos, já  trabalhou por toda a Europa como gestora, criativa e estratega digital. 

Qual a sua experiência profissional ?

Terminada a licenciatura de Economia em 2004, comecei a trabalhar numa consultora internacional com ligação a Bruxelas, em iniciativas de inovação e empreendedorismo. Este trabalho visava a apresentação de projetos de cooperação e de conceitos de inovação a clientes chaves a nível europeu. Após esta apresentação e criação do projeto,  trabalhava na comunicação em si. Em 2006 tirei uma pós-graduação de marketing de serviços no ISTE e continuei a focar-me na gestão e comunicação de projetos internacionais. Nesta fase tive a oportunidade de trabalhar por toda a Europa, França, Espanha, Itália, Alemanha, Dinamarca, Roménia, entre outros.

 

Em 2010 tirei um Mestrado em Marketing Digital e ingressei numa agência de comunicação espanhola, a Ad Salsa. Trabalhei aqui durante dois anos como gestora de projetos de comunicação digital, com principal foco em e-mail marketing e captação e conversão de leads online. 

 

Quando a Ad Salsa fechou em Portugal, decidi ficar em Lisboa, mesmo apesar do convite de trabalhar no mercado da América Latina.

 

Iniciei então a minha presença como freelancer, muito ligada a consultoria de comunicação. Em 2013 a Capgemini convida-me para responsável de comunicação e em 2014 aceito um novo desafio, desta vez para abraçar um projeto de comunicação de um importante grupo de farmácias em Portugal.. Sair de uma multinacional como a Capgemini pode parecer loucura, mas a verdade é que o desafio foi irresistível: desenvolver e apoiar o projeto da marca Freemácia desde o zero – identidade, ADN, estratégia, formação interna, abertura ao online, realização de grandes eventos... 



Com quase 3 anos de Freemácia, e a liderança de importantes e desafiantes projetos na bagagem, percebi que tinha chegado a altura de criar a minha própria marca de comunicação. Assim, em 2017, nasceu a Kiesing - Consultoria personalizada em marketing digital. Com o crescimento da marca e da equipa, fizemos (este ano) um rebranding para Kiesing Human Brands, o nome atual da agência no mercado. 

 

Mais que um novo nome, é o realçar do nosso posicionamento único: a criação de marcas humanas. Marcas que, tal como as pessoas, têm uma personalidade única, têm valores e têm noção do seu impacto na sociedade e no planeta. Que querem que os seus produtos contribuam para a sustentabilidade e para a diversidade. Acreditamos que vender produtos não é impingir produtos, para vender é necessário criar confiança e criar relação. E isto só acontece se as marcas assumirem a sua componente humana, se conversarem com os clientes, com ferramentas de marketing permissivo. 

Com este background e apesar de a sua licenciatura ser em Economia, porque é que escolheu esta área? 

Tudo aconteceu de forma muito natural, quando comecei nos projetos de inovação estava no departamento de consultoria de gestão mas, por falar vários idiomas e estar confortável com apresentações públicas, comecei a ser chamada para o lado da comunicação. Hoje, ao olhar para trás, vejo que sempre me senti muito bem nessas funções. Adoro estruturar ideias e passá-las a outras pessoas, colocando em prática o conhecimento. Na realidade, o gosto pelo marketing também esteve sempre lá, as minhas cadeiras opcionais da licenciatura foram todas de marketing. 

 

Na agência, esta facilidade em criar discursos que impactam pessoas continua a ser uma mais-valia diária para as minhas funções.

Com o rebranding Kiesing  Human Brands quais são os valores e a missão que associam à agência ?

Os nosso valores são muito importantes, pois são o que determina a nossa forma de trabalhar. Na Kiesing Human Brands os valores são a inovação (que é a criatividade em prática), a empatia, a melhoria contínua (mindset da humanização – não fomos perfeitos – é necessário ir melhorando), e a coerência entre o que se diz e o que se faz. A autenticidade é também um valor muito importante para nós, assim como a alegria. Makiese, o meu segundo nome, é um nome angolano que significa aquela que traz alegria. 

 

A nossa missão é ajudar as empresas e os empreendedores a criarem e desenvolverem marcas mais humanas. Marcas que acreditem nas relações humanas como forma de potenciar a rentabilidade dos negócios.  Os nossos serviços são chave na mão, englobam desde a parte estratégica (revisão de presença digital e arquitetura de marca), até à criação da identidade corporativa, o planeamento e a produção e gestão de conteúdos online (artigos, descrição de produtos, redes sociais, campanhas de publicidade, etc).

Como descreve um dia típico na agência?

Neste momento estamos em modelo híbrido. Metade da equipa está no cowork, a outra em casa. 

 

As nossas tarefas são divididas por cliente e há muitas diferenças entre cada um, mas eu diria que um dia típico se divide entre análise estratégica, produção de conteúdos e gestão de comunidade online dos clientes. Todos contribuem para os conceitos criativos e para as ideias de inovação. E depois, cada um desenvolve o trabalho específico da sua área.  A Marina e o Pedro estão focados no design e animações. O Timóteo coordena os serviços de publicidade online.  A Patrícia trabalha copy, eu faço estratégia e a coordenação das equipas. Tudo sempre com muita alegria, um ingrediente essencial no nosso trabalho!

Quais os aspetos positivos deste trabalho?

O maior privilégio que podemos ter é a confiança dos nossos clientes. 

 

O mais positivo deste trabalho é mesmo isto, que as empresas confiem em nós para as ajudar a atingir os seus objetivos, comunicando produtos e serviços, de uma forma mais humana. Com esta metodologia ganham os clientes, ganham as comunidades e ganha o planeta. 

 

Adoramos todas as formas de transformar as ideias dos nossos clientes em realidade. Trazer para o mercado novos negócios, ou modernizar completamente a comunicação de uma empresa. Criar novos conceitos ou campanhas especiais.

 

Trabalhar em agência também tem a vantagem de podermos contactar e trabalhar com as pessoas muito diferentes e com negócios de todos os setores. E trabalhar com uma equipa de criativos é também, em si, muito estimulante.  A aprendizagem é uma constante e beneficia-nos a nós como equipa e aos nossos clientes. 

Quais são as principais dificuldades que encontra no seu trabalho ? 

Posso identificar dois grandes desafios. O primeiro é comum a todas as agências de comunicação que trabalham o digital. Apesar do boom dos último dois anos ainda é preciso explicar muito bem as ferramentas e os resultados que podemos obter. O mercado português continua a ser de extremos. Por um lado, há muitos empresários que continuam a não querer experimentar o digital. Por outro, há empresas que acreditam que o digital é vai ser a tábua de salvação e que, muito rapidamente e quase sem investimento, os resultados aparecem. Como costumamos dizer, não há fórmulas mágicas. É o nosso papel fazer esta defesa do digital, os resultados sólidos vão aparecer, mas com obrigam à definição de uma estratégia, consistência, coerência e investimento de longo prazo. 

 

O segundo desafio – o nosso posicionamento - é também uma oportunidade. Queremos trabalhar a comunicação de marcas com vocação humana. Ou seja, que se importem realmente com a sustentabilidade e com as relações humanas. Que queiram comunicar causas, para além de produtos e serviços. Que sejam verdadeiramente centradas na experiência do consumidor. Esta forma de fazer marketing ainda está a dar os primeiros passos em Portugal. Temos a vantagem de ser pioneiros mas também o desafio de implementar algo inovador.

Quais são os projetos emblemáticos da agência? 

Nos últimos quatro anos trabalhamos com muitas marcas e ajudámos a lançar muitos projetos diferentes. Termos estado na génese da comunicação nas redes socias da Cityrama, ou dos primeiros passos do digital da Diversey são projetos que nos orgulham. Criar a linguagem visual e gerir o lançamento da POKiTT foi outro projeto que nos marcou.

 

Este ano, posso falar de um projeto de humanização da marca que nos diz muito. O cliente é a Auren, uma empresa de consultoria e auditoria que está entre as 5 melhores de Espanha. Com este cliente estamos a fazer um trabalho interno de mudança estratégica, a explicar a importância de sermos humanos e mais próximos dos clientes, de comunicar emoções e criar relações de proximidade. Ao mesmo tempo, de potenciar as suas redes sociais e site, com conteúdos mais frequentes e relevantes.  

 

Estamos ainda a trabalhar neste preciso momento, por exemplo, no lançamento de dois novos projetos online, uma marca têxtil e uma marca de restauração. Não podemos adiantar mais nada, mas estejam atentos ao nosso site, pois são projetos disruptivos, irreverentes e que vão fazer a diferença!

Quais são as qualidades necessárias para exercer a sua profissão?

Trabalhar em comunicação, ainda mais no digital, é uma grande vantagem, porque estamos em constante aprendizagem. Penso que esta qualidade é fundamental, sermos capazes de aprender sempre. Manter um espírito de criatividade, tolerância ao erro, experimentação. Com a aprendizagem vem a criatividade e com a criatividade a inovação. 

 

Comunicar é unir um recetor e um emissor, para o termos a mensagem certa temos que conhecer muito bem as expectativas de ambos. Portanto, saber expressar-se e ter um olhar atento à sociedade também são qualidades muito importantes para quem trabalha no nosso setor.

 

Por último, focar em resultados quantificáveis, saber medir o impacto do nosso trabalho. É muito importante este aspeto, principalmente para podermos ganhar a confiança do cliente.

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